Meditação do Banho

Quando for tomar banho procure preparar o ambiente, primeiramente com o banheiro sempre em ordem, limpo, sem coisas espalhadas de preferência com um aroma bom no ar.

Coloque uma música tranquila se possível uma luz branda ou até acenda algumas velas. Dê-se de presente um banho tranquilo, sem pressa, sem pressão: um momento de solitude e relaxamento, de cuidado consigo mesmo.

Ao se lavar cuide de cada parte do corpo, deixe a água correr do topo da cabeça até o final das costas. Use a água como um massageador para o corpo todo.

Ao mesmo tempo que lava o corpo, lave também a alma, pedindo para que toda e qualquer vibração estagnada seja liberada, lavada, purificada. Dispense conscientemente qualquer coisa que gostaria que seguisse seu caminho e voltasse para a terra através da água.

Caso o banho precise ser rápido e de rotina, também intencione esta limpeza energética. Crie suas afirmações, como por exemplo:

“Que esta água limpe minhas aflições, tristezas, mágoas. Que eu possa aqui neste momento liberar qualquer pensamento, carga, emoção ou sentimento. Que tudo isto que me acompanhou até aqui e não é meu encontre seu caminho”

A água é um condutor e transmutador poderoso, utilize-a a seu favor em qualquer situação. Isto inclui lavar a casa, a louça, o carro… brinque com ela, use sua fluidez com sabedoria.

Com Amor,

Nellynton Borim​
Reiki Master – Enso Reiki​

Fim de Relacionamento… e Agora?

Final de relacionamento, namoro, casamento, não é fácil. No que a visão holística pode me ajudar?

Relacionar-se é o maior desafio humano. Podemos ver isto no primeiro núcleo de relações que temos na vida, nossa família. Por mais feliz que seja a vida em família sempre haverão conflitos. São universos completamente diferentes se tocando e tentando viver em harmonia, apesar das diferenças.

Se as relações em família já são complicadas, um relacionamento entre pessoas que viveram boa parte de suas vidas sem se conhecer e agora tem afeto um pelo outro, vontade de compartilhar suas vidas, pode trazer muitas alegrias, mas também muitas dificuldades.

É importante entender que nada é para sempre. As pessoas mudam, as circunstâncias mudam, os sentimentos mudam. O desejo e expectativa de perpetuar qualquer relação é um objetivo irreal e pode trazer muito sofrimento.

Aqui falaremos da visão holística sobre apegos, relações, sentimentos e como um relacionamento pode alterar sua maneira de ver o mundo. Acredite, é tudo para o seu bem e para sua evolução.

Acabei de terminar, o que devo fazer?

O final de um relacionamento assemelha-se muito ao luto, quando você passa pela inevitável experiência de não ter mais disponível um ente querido. O seu objeto de desejo não está mais presente e isto causa dor, principalmente porque cultivou-se dependência afetiva e apegos.

Logo após o rompimento, o melhor a fazer é aquietar-se, tirar um tempo para você, para se reencontrar, buscar novamente seu centro, sua fonte de amor próprio. Evite muitas festas, ambientes muito barulhentos, pessoas que não conhece. Lembre-se que antes do relacionamento, quando esta pessoa não existia ainda em sua vida, você vivia bem, relacionava-se bem consigo mesmo e isto bastava.

A tentação em tentar entender o que aconteceu é grande, repassar momentos, encontrar uma maneira de reverter o que houve, lutar pelo relacionamento. No entanto esta atitude não vai resolver coisa alguma e pode aumentar ainda mais a aceitação de que acabou.

Aceite o fim, aos poucos, consciente de que vai levar um tempo para aceitar completamente tudo que aconteceu, tenha paciência e amor consigo mesmo. Evite contato, discussões, mensagens, seguir os passos do outro, vigiá-lo… o sentido aqui é afastar-se o máximo possível.

Você abandonou seu próprio centro no processo, afastou-se dele e agora é preciso preparar este reencontro consigo mesmo, de ser feliz novamente por si só. Ao entregar a responsabilidade sobre sua felicidade ao outro, você infelizmente se auto-sabotou. Este vazio pode levar um tempo para ser preenchido.

A visão holística considera que o ser humano sobre 4 aspectos principais: físico, mental, emocional e espiritual. Você precisará cuidar de todos eles, reequilibrá-los para então voltar a ter entusiasmo de viver. Tudo que você precisa está e sempre esteve em você pois você é a fonte e o centro de si mesmo, ainda que tenha se afastado disto.

Ocupe seu Tempo

Passeie, faça exercícios, cozinhe uma boa comida, tente entrar em contato com os amigos que foram sendo deixados no caminho. Não pra falar do fim do relacionamento, por favor, mas para interagir.

Amor próprio é a chave para sair disto. Ame-se como amava seu parceiro e até mais.

Procure Orientação

Sem essa de que psicólogo é amigo pago. Terapeutas são pessoas que estudaram muito a psique humana para poder ajudá-lo a conseguir olhar para si mesmo.

O terapeuta é a apenas um espelho… o trabalho é todo seu.

Faça uma yoga, procure uma sessão de Reiki, aprenda a meditar, pesquise sobre espiritualidade. Tudo isto só vai lhe fazer bem.

Aceite

Nenhum relacionamento realmente acaba. Quando existe amor o relacionamento apenas muda de status. Não é que não deu certo… deu certo por um período de tempo e isto é perfeitamente natural como falado no início do artigo.

Veja tudo que deixou para traz ao assumir este compromisso e se estes sonhos ainda fizerem sentido, retome-os.

O mundo é um lugar lindo e de infinitas possibilidades (com mais de 9 bilhões de pessoas também). Em algum momento você vai precisar retomar sua vida.

Tenha seu período de luto e conviva com ele pelo tempo que precisar, sabendo que esta condição vai mudar no tempo certo.

Enquanto isto, viva!

Com Amor,

Nellynton Borim

 

 

In Lak’ech Ala K’in: O Código Vivo do Coração

Sabedoria Maia: Eu sou o outro você!

Na tradição dos Maias, há uma saudação muito conhecida. É a lei In Lak’ech Ala K’in, que significa “eu sou outro você” (uma interpretação moderna). Também significa eu sou você, e você é eu (uma interpretação tradicional Maia). Esta saudação Maia é uma honra para o outro. É uma afirmação de união e de unidade. In Lak’ech Ala K’in espelha o mesmo sedimento de outras lindas saudações como Namastê para a Índia Oriental, Wiracocha para os Incas e Mitakuye Oyasin para os Lakota. Não importa de que cultura vem, quando uma destas saudações sagradas é dada, há sempre um movimento de colocar as mãos sobre o coração.

Quanto mais vamos em direção ao caminho dos Maias, mais compreendemos a profundidade que In Lak’ech Ala K’in ensina. A saudação tornou-se mais do que um simples, honorável cumprimento. Evoluiu para um código moral, e para uma forma de criar uma realidade positiva para toda a vida.

In Lak’ech Ala K’in
Símbolo do In Lak’ech Ala K’in sobre o calendário Maia.

É do conhecimento comum de hoje em dia que cada ação que tomamos nas nossas vidas afeta todas as coisas vivas. Quando vivemos no código Maia do In Lak’eck Aka K’in, sabemos que cada ação que empreendemos é por respeito para com toda a vida.

Podemos dar os nossos corações de uma maneira positiva todos os dias dizendo In Lak’ech Ala K’in uns aos outros, às árvores, ao céu, aos pássaros e às estrelas. Não estamos oferecendo nossa energia para algo separado de nós. Estamos oferecendo a outra parte de nós mesmos.

Quando somos energizados pela nossa dádiva, estamos oferecendo código do In Lak’ech Ala K’in. Se nos sentimos esgotados ou exaustos, é possível que tenhamos oferecido medo, falta, obrigação, ego ou uma necessidade de ser aceito.

Quanto mais se pratica o In Lak’ech Ala K’in, mais claras se tornam as nossas motivações em relação às nossas ações, e mais vamos receber. O que vai vem exatamente do mesmo modo que foi enviado. Quando começamos a praticar o In Lak’ech Ala K’in, antigos modos não servirão mais. Por exemplo: não podemos mais agir como vítimas e não podemos viver com medo também.

Quando vivemos o In Lak’ech Ala K’in, colocamos em prática a nossa capacidade natural de criar a nossa realidade. Afetamos a consciência coletiva da humanidade de uma maneira positiva. Os Maias Cósmicos, também conhecidos como as “Estrelas Anciãs” ou “Conselho Invisível”, compreenderam este poder natural para criar a sua realidade. Seus calendários sagrados mapearam as leis naturais do Universo. Agora, é a nossa vez de chegar a este entendimento. Chegou a hora de nós mudarmos o mundo.

Quanto mais a humanidade começar a viver no In Lak’ech Ala K’in, menos vamos pensar em termos da nossa separação. Não pode haver competição, ciúmes ou inveja entre nós, porque somos “pedaços” uns dos outros.

Podemos ajudar-nos uns aos outros com estas conexões, ideias e recursos sem medo que não haja o suficiente, pois o Universo trabalha somente na abundância. Quando vivemos na realidade da unidade, abundância e inteireza, haverá unidade, abundância e inteireza!

Quanto mais de nós participarmos na criação de um mundo melhor, mais rapidamente ele florescerá. Teremos paz, amor, harmonia e unidade e teremos, finalmente, chegado em casa.