Fim de Relacionamento… e Agora?

Final de relacionamento, namoro, casamento, não é fácil. No que a visão holística pode me ajudar?

Relacionar-se é o maior desafio humano. Podemos ver isto no primeiro núcleo de relações que temos na vida, nossa família. Por mais feliz que seja a vida em família sempre haverão conflitos. São universos completamente diferentes se tocando e tentando viver em harmonia, apesar das diferenças.

Se as relações em família já são complicadas, um relacionamento entre pessoas que viveram boa parte de suas vidas sem se conhecer e agora tem afeto um pelo outro, vontade de compartilhar suas vidas, pode trazer muitas alegrias, mas também muitas dificuldades.

É importante entender que nada é para sempre. As pessoas mudam, as circunstâncias mudam, os sentimentos mudam. O desejo e expectativa de perpetuar qualquer relação é um objetivo irreal e pode trazer muito sofrimento.

Aqui falaremos da visão holística sobre apegos, relações, sentimentos e como um relacionamento pode alterar sua maneira de ver o mundo. Acredite, é tudo para o seu bem e para sua evolução.

Acabei de terminar, o que devo fazer?

O final de um relacionamento assemelha-se muito ao luto, quando você passa pela inevitável experiência de não ter mais disponível um ente querido. O seu objeto de desejo não está mais presente e isto causa dor, principalmente porque cultivou-se dependência afetiva e apegos.

Logo após o rompimento, o melhor a fazer é aquietar-se, tirar um tempo para você, para se reencontrar, buscar novamente seu centro, sua fonte de amor próprio. Evite muitas festas, ambientes muito barulhentos, pessoas que não conhece. Lembre-se que antes do relacionamento, quando esta pessoa não existia ainda em sua vida, você vivia bem, relacionava-se bem consigo mesmo e isto bastava.

A tentação em tentar entender o que aconteceu é grande, repassar momentos, encontrar uma maneira de reverter o que houve, lutar pelo relacionamento. No entanto esta atitude não vai resolver coisa alguma e pode aumentar ainda mais a aceitação de que acabou.

Aceite o fim, aos poucos, consciente de que vai levar um tempo para aceitar completamente tudo que aconteceu, tenha paciência e amor consigo mesmo. Evite contato, discussões, mensagens, seguir os passos do outro, vigiá-lo… o sentido aqui é afastar-se o máximo possível.

Você abandonou seu próprio centro no processo, afastou-se dele e agora é preciso preparar este reencontro consigo mesmo, de ser feliz novamente por si só. Ao entregar a responsabilidade sobre sua felicidade ao outro, você infelizmente se auto-sabotou. Este vazio pode levar um tempo para ser preenchido.

A visão holística considera que o ser humano sobre 4 aspectos principais: físico, mental, emocional e espiritual. Você precisará cuidar de todos eles, reequilibrá-los para então voltar a ter entusiasmo de viver. Tudo que você precisa está e sempre esteve em você pois você é a fonte e o centro de si mesmo, ainda que tenha se afastado disto.

Ocupe seu Tempo

Passeie, faça exercícios, cozinhe uma boa comida, tente entrar em contato com os amigos que foram sendo deixados no caminho. Não pra falar do fim do relacionamento, por favor, mas para interagir.

Amor próprio é a chave para sair disto. Ame-se como amava seu parceiro e até mais.

Procure Orientação

Sem essa de que psicólogo é amigo pago. Terapeutas são pessoas que estudaram muito a psique humana para poder ajudá-lo a conseguir olhar para si mesmo.

O terapeuta é a apenas um espelho… o trabalho é todo seu.

Faça uma yoga, procure uma sessão de Reiki, aprenda a meditar, pesquise sobre espiritualidade. Tudo isto só vai lhe fazer bem.

Aceite

Nenhum relacionamento realmente acaba. Quando existe amor o relacionamento apenas muda de status. Não é que não deu certo… deu certo por um período de tempo e isto é perfeitamente natural como falado no início do artigo.

Veja tudo que deixou para traz ao assumir este compromisso e se estes sonhos ainda fizerem sentido, retome-os.

O mundo é um lugar lindo e de infinitas possibilidades (com mais de 9 bilhões de pessoas também). Em algum momento você vai precisar retomar sua vida.

Tenha seu período de luto e conviva com ele pelo tempo que precisar, sabendo que esta condição vai mudar no tempo certo.

Enquanto isto, viva!

Com Amor,

Nellynton Borim

 

 

Alguns Sintomas Difíceis do Despertar Espiritual

Na busca por sua verdadeira natureza, podem aparecer obstáculos, conheça alguns deles e fique mais tranquilo.

“Chegará um momento em que você acreditará que tudo está terminado… este será apenas o começo.”  (Louis L’amour)

Quem está profundamente envolvido no processo de despertar e ascensão, sabe que isto não é, de longe, algo fácil. Talvez não haja nada mais aterrorizante e doloroso para o ser humano do que ser confrontado, física e energeticamente, com os próprios julgamentos e medos, quase sempre evitados por anos.

Para que a integração do ego aconteça, é preciso encarar os sistemas de crenças que temos sobre nós mesmos e em relação a vida. Os condicionamentos que dificultam a descoberta de nossa verdadeira natureza.

No nível físico, essa integração pode se manifestar em circunstâncias prejudiciais incitando as emoções internas que ainda precisam ser curadas. No nível energético pode manifestar-se como aperto no peito, a incapacidade de respirar adequadamente ou apenas uma sensação de formigamento em diferentes partes do corpo.

Aqueles que estão experimentando a mudança de consciência, não estão aqui apenas curando suas próprias feridas emocionais, mas também estão curando as perturbações emocionais de todo o planeta. Um “trabalhador da luz” é aquele que está filtrando as energias para o coletivo humano, usando a luz adquirida para curar energias vibracionais inferiores no inconsciente coletivo.

Embora quem passa pelo processo de despertar possa experimentar sintomas semelhantes, cada um experimentará cada sintoma de maneira muito pessoal, e na intensidade que for relevante para seu processo individual.

No entanto, existem alguns sintomas que você pode estar vivenciando sem saber da conexão com a sua jornada de despertar. São eles:

Depressão e Tristeza

“Muitas pessoas que estão passando pelos estágios iniciais do processo de despertar não têm mais certeza de qual é seu propósito no mundo. O que impulsiona o mundo não os impulsiona mais. Vendo a loucura de nossa civilização tão claramente, eles se sentem um pouco alienados da cultura ao seu redor. Alguns sentem que habitam uma terra de ninguém entre dois mundos. Eles não são mais dirigidos pelo ego, mas a consciência que surge ainda não se tornou completamente integrada em suas vidas. O propósito interno e externo ainda não se fundiram.” (Eckhart Tolle)

À medida que os apegos caem no esquecimento para serem substituídos apenas por vazio, a reação inicial de nossa mente pode ser julgar isso com tristeza ou depressão profundos.

À medida que nossa tagarelice interior começa a se acalmar e temos longos períodos de silêncio, isto pode começar a parecer estranho e até entediante se comparado à incessante tagarelice que um dia já foi. Estamos abrindo caminho para uma nova realidade e sentido existencial emergirem, mas para que isso aconteça, é preciso  abandonar o que pensávamos ser.

Este período de transição do ego sendo integrado à luz do nosso Ser pode, às vezes,  parecer profundamente deprimente, mas tenha certeza de que tudo está bem e isso é um sintoma completamente normal. Em breve, a quietude torna-se uma sensação de paz tranquila que carregamos interiormente em todos os momentos.

Doenças

Muitas vezes, não ouvimos os avisos do corpo para desacelerar, dar um tempo e descansar. Uma vez que estamos mudando energeticamente de maneira muito rápida, o corpo precisa de tempo ocioso para tais mudanças. Comumente somos a última pessoa a nos dar o carinho que o corpo necessita, o universo nos coloca em uma situação na qual somos forçados a fazer uma pausa, e isso muitas vezes pode exteriorizar-se como doença ou enfermidade.

Estar doente nunca é divertido, mas nunca somos colocamos em circunstâncias que, em última análise, não possam nos tornar melhores. Mesmo que a doença transforme-se no período de transição do final desta vida, é importante lembrar que nada é “errado”. Tudo está acontecendo exatamente como deveria e nunca devemos nos culpar por “manifestar” períodos como este.

Confusão

“No processo de abandonar as confusões, descobrimos a iluminação. Se o processo fosse diferente, o estado de espírito desperto seria um produto dependente de causa e efeito e, portanto, passível de dissolução. Tudo o que é criado deve, mais cedo ou mais tarde, morrer. Se a iluminação fosse criada de tal maneira, sempre haveria a possibilidade de o ego se reafirmar, retornando ao estado de confusão. A iluminação é permanente porque não a produzimos; nós apenas a descobrimos.” (Chogyam Trungpa)

Outro sintoma que pode se tornar realmente assustador às vezes é a confusão. O ego que estamos integrando é baseado em idéias e crenças. A medida que o desemaranhamos, pode-se ficar bastante desorientado ao não mais ter qualquer ideia de quem “nós somos” e o que estamos fazendo aqui ou com a nossa vida em geral.

Como a nossa mente consciente tenta desesperadamente agarrar-se aos conceitos e ideias que uma vez preencheram nosso antigo Ser, isto pode se comparar a tentar segurar água com as mãos. No minuto em que procuramos por essas ideias, elas escapam completamente e ficamos em um estado mental confuso no qual, literalmente, não tem ideia do que fazer ou no que “acreditar”.

Novamente, este é outro estágio que melhora com o tempo e que nos leva a estar completamente em paz com a incerteza.

Apatia

Outro estágio que acontece quando estamos nos fundindo à nossa verdadeira natureza é a apatia.

Podemos ter nos sentido completamente ambiciosos, motivados e empolgados com o nosso processo de despertar, quando começamos e só mais tarde começar a nos sentir completamente desinteressados ​​à medida que nos aprofundamos nele. Isso tudo é perfeitamente normal.

Estamos entrando em alinhamento não apenas com a nossa verdadeira natureza, mas também com nosso verdadeiro propósito na vida, e os objetivos e sonhos que uma vez tivemos para nós mesmos podem estar completamente fora de sintonia com o que estamos aqui para fazer realmente.

O período de transição entre o que uma vez pensamos que seria a nossa vida e se tornar a pessoa que estamos destinados a ser, pode nos deixar sentindo um pouco fora de ordem e até mesmo desanimados com a vida. À medida que nos tornamos a nossa consciência ao longo do tempo, começamos a mudar com as marés do nosso destino em perfeito relaxamento, sabendo que tudo está bem.

A vida parece ter desacelerado

À medida que a quietude interior do nosso ser começa a se tornar o estado natural, pode parecer que alguém colocou a vida em câmera lenta.

Estamos começando a ressoar com a simplicidade suave da realidade e, com isso, podemos também começar a reconhecer pequenos “presentes” do universo que talvez não tenhamos percebido antes.

Pode ser ver uma bela borboleta dançando ao vento ou sentindo-se completamente em paz e calma observando pessoas em um aeroporto movimentado, mas mesmo assim a realidade apressada que uma vez foi a nossa vida é substituída por uma quietude subjacente, começamos a ver a vida de uma perspectiva inteiramente nova.

Fonte: http://fractalenlightenment.com/37691/spirituality/5-unusual-symptoms-of-spiritual-awakening

In Lak’ech Ala K’in: O Código Vivo do Coração

Sabedoria Maia: Eu sou o outro você!

Na tradição dos Maias, há uma saudação muito conhecida. É a lei In Lak’ech Ala K’in, que significa “eu sou outro você” (uma interpretação moderna). Também significa eu sou você, e você é eu (uma interpretação tradicional Maia). Esta saudação Maia é uma honra para o outro. É uma afirmação de união e de unidade. In Lak’ech Ala K’in espelha o mesmo sedimento de outras lindas saudações como Namastê para a Índia Oriental, Wiracocha para os Incas e Mitakuye Oyasin para os Lakota. Não importa de que cultura vem, quando uma destas saudações sagradas é dada, há sempre um movimento de colocar as mãos sobre o coração.

Quanto mais vamos em direção ao caminho dos Maias, mais compreendemos a profundidade que In Lak’ech Ala K’in ensina. A saudação tornou-se mais do que um simples, honorável cumprimento. Evoluiu para um código moral, e para uma forma de criar uma realidade positiva para toda a vida.

In Lak’ech Ala K’in
Símbolo do In Lak’ech Ala K’in sobre o calendário Maia.

É do conhecimento comum de hoje em dia que cada ação que tomamos nas nossas vidas afeta todas as coisas vivas. Quando vivemos no código Maia do In Lak’eck Aka K’in, sabemos que cada ação que empreendemos é por respeito para com toda a vida.

Podemos dar os nossos corações de uma maneira positiva todos os dias dizendo In Lak’ech Ala K’in uns aos outros, às árvores, ao céu, aos pássaros e às estrelas. Não estamos oferecendo nossa energia para algo separado de nós. Estamos oferecendo a outra parte de nós mesmos.

Quando somos energizados pela nossa dádiva, estamos oferecendo código do In Lak’ech Ala K’in. Se nos sentimos esgotados ou exaustos, é possível que tenhamos oferecido medo, falta, obrigação, ego ou uma necessidade de ser aceito.

Quanto mais se pratica o In Lak’ech Ala K’in, mais claras se tornam as nossas motivações em relação às nossas ações, e mais vamos receber. O que vai vem exatamente do mesmo modo que foi enviado. Quando começamos a praticar o In Lak’ech Ala K’in, antigos modos não servirão mais. Por exemplo: não podemos mais agir como vítimas e não podemos viver com medo também.

Quando vivemos o In Lak’ech Ala K’in, colocamos em prática a nossa capacidade natural de criar a nossa realidade. Afetamos a consciência coletiva da humanidade de uma maneira positiva. Os Maias Cósmicos, também conhecidos como as “Estrelas Anciãs” ou “Conselho Invisível”, compreenderam este poder natural para criar a sua realidade. Seus calendários sagrados mapearam as leis naturais do Universo. Agora, é a nossa vez de chegar a este entendimento. Chegou a hora de nós mudarmos o mundo.

Quanto mais a humanidade começar a viver no In Lak’ech Ala K’in, menos vamos pensar em termos da nossa separação. Não pode haver competição, ciúmes ou inveja entre nós, porque somos “pedaços” uns dos outros.

Podemos ajudar-nos uns aos outros com estas conexões, ideias e recursos sem medo que não haja o suficiente, pois o Universo trabalha somente na abundância. Quando vivemos na realidade da unidade, abundância e inteireza, haverá unidade, abundância e inteireza!

Quanto mais de nós participarmos na criação de um mundo melhor, mais rapidamente ele florescerá. Teremos paz, amor, harmonia e unidade e teremos, finalmente, chegado em casa.

O ensinamento direto de Nisargadatta Maharaj

As atividades da maioria das pessoas é sem valor, senão destrutiva. Dominado pelo desejo e medo, eles não podem fazer qualquer coisa de bom.

Os ensinamentos do sábio indiano Sri Nisargadatta Maharaj (1897-1981) são discursos potentes sobre a Verdade mas também podem soar  enigmáticos a quem entra em contato pela primeira, apesar da clareza e de serem notavelmente diretos, como no trecho abaixo, parte do seu mais famoso livro, “Eu Sou Aquilo” (I Am That, 1973).

Um dos maiores gurus de Advaita Vedanta do Século XX, advaita significando do sânscrito “não-dois“, ou Não-Dualismo, uma filosofia que afirma que tudo é um único Grande Ser (“Brahman”) e que nossa verdadeira identidade (“Atman”) está neste Grande Ser, Sri Nisargadatta foi um sábio simples que ensinava acima de tudo a percepção pura de si mesmo, fazendo com que essa auto-realização dissolva o principal problema da existência humana: a ignorância.

A ignorância de nossa verdadeira identidade, Brahman,  que é trocada equivocadamente por nossa identidade com o corpo e as coisas impermanentes, gerando ações equivocadas em vida e o sofrimento em suas mais variadas formas.

Em “O caminho da realização: Parte um“, capítulo do livro “Eu Sou Aquilo” (“I Am That”), Sri Nisargadatta faz exatamente isso, frisando esse mesmo ponto de diversas maneiras diferentes. Há frases fortes a que o Ocidente não está muito acostumado a ouvir, como “nada que você faça mudará a si mesmo“, ou então “pare a mente e simplesmente seja“, mas durante todo o livro elas são permeadas com ricos esclarecimentos, como o que também está nesse trecho e fala sobre o trabalho na natureza, ou outro em que fale sobre  o estado de testemunha.

Ainda assim, sem experiência e sem descanso na mente, é muito difícil compreender frases como “somente quando a própria idéia de mudança é vista como falsa e abandonada, o imutável pode surgir“, ou o próprio título do livro, “eu sou Aquilo“.

É um trecho para se ler e reler várias vezes, se aprofundar, buscar compreender e viver.

A tradução é de  Swami Sunder Svarupo.

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EU SOU AQUILO” [TRECHO]
por Sri Nisargadatta Maharaj

Onde está a necessidade de mudar o que quer que seja? A mente está mudando de alguma forma todo o tempo. Olhe para sua mente desapaixonadamente; isso é o suficiente para acalmá-la. Quando ela estiver quieta, você pode ir além dela. Não a mantenha ocupada todo o tempo. Pare-a, e simplesmente seja. Se você der descanso à mente, ela se centrará e recobrará sua pureza e força. O pensar constante a faz decair.

Nada que você faça mudará a si mesmo, pois você não precisa de nenhuma mudança. Você pode mudar sua mente ou seu corpo, mas isso é sempre algo externo a você que foi mudado, não você mesmo. Por que se importar com toda essa história de mudança? Realize de uma vez por todas que nem seu corpo, nem sua mente e nem mesmo sua consciência é você e mantenha-se de pé sozinho em sua verdadeira natureza além da consciência e inconsciência. Nenhum esforço pode levá-lo lá, somente a clareza do entendimento. Não tente reformar a si mesmo, simplesmente veja a futilidade de toda mudança. O mutável mantem-se em mutação enquanto o imutável espera. Não espere que o mutável o leve ao imutável – isso jamais acontecerá. Somente quando a própria idéia de mudança é vista como falsa e abandonada, o imutável pode surgir.

As atividades da maioria das pessoas é sem valor, senão destrutiva. Dominado pelo desejo e medo, eles não podem fazer qualquer coisa de bom.

Os gurus estilizados falam de madurez e esforço, de mérito e aquisições, de destino e graça; tudo isso é mera formação mental, projeções de uma mente viciada. Ao invés de ajudar, eles obstruem. Não corra para a atividade. Nem aprendizagem nem ação podem realmente ajudar.

Não é o que você faz, mas o que você para de fazer que importa.

A atividade não é ação. Ação é oculta, desconhecida, incognoscível. Você pode somente conhecer o fruto. Ação não leva à perfeição; perfeição é expressa na ação. Há uma diferença entre trabalho e mera atividade. Toda a natureza trabalha. Trabalho é natureza. Natureza é trabalho. Por outro lado, a atividade é baseada no desejo e no medo, no desejo de possuir e desfrutar e no medo da dor e aniquilação. Trabalho é pelo todo para o todo, atividade é para si mesmo e por si mesmo.

Sua mente está estagnada nos hábitos de avaliação e aquisição, e não admitirá que o incomparável e o inobtível estão esperando eternamente dentro de seu próprio coração por reconhecimento. Tudo que você tem a fazer é abandonar todas as memórias e expectativas. Apenas mantenha-se pronto em total nudez e vazio.  Não faça nada, apenas seja. Apenas sendo tudo acontece naturalmente. Seja nada, saiba nada, tenha nada. Esta é a única vida que vale a pena ser vivida, a única felicidade que vale a pena ter.

Você não pode fazer nada. O que o tempo traz, o tempo levará embora. Este é o fim da Yoga, realizar independência. Tudo o que acontece, acontece na e para a mente, não para a fonte do “Eu sou”. Uma vez que você realize que tudo acontece por si mesmo (chame a isso destino ou vontade de Deus, ou mero acidente), você permanece como testemunha somente, compreendendo e apreciando, mas nunca perturbado. Você é responsável somente pelo que você pode mudar. Tudo que você pode mudar é sua atitude.

Aí mora a sua responsabilidade.

Fonte: Dharmalog

Meditação Zazen

Prática faz parte da filosofia e escola Zen Budista e nos traz ensinamentos valiosos.

Existem muitos tipos de meditação de escolas antigas e também acredito que novas opções e métodos estão sendo criadas diariamente. Não existe melhor ou pior e sim o método que o deixa mais a vontade, faça com que você sinta-se bem e encontre um estado de paz e tranquilidade que sempre esteve em você.

Meditar é colocar o mundo em stand-by por vontade própria e olhar para dentro. Permitir que a mente processe toda a carga de pensamentos livremente, sem seu julgamento ou envolvimento, sem apego ou repulsa. A mente continua funcionando normalmente, mas no seu filtro, todo pensamento que apresenta-se é deixado livre e ir embora, sem qualquer barreira.

O tipo de meditação que mais gosto é a Meditação Zazen, mas como não sigo nenhuma religião ou filosofia em específico, recortei os ensinamentos que achei interessantes e simplesmente utilizo em minhas práticas.

Encontrei este relato de a repórter Thays Prado e achei um bom exemplo do tipo de insight que uma sessão de meditação de apenas 20 minutos pode trazer:

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“Não há convite maior para a meditação do que a serenidade do centro Zendo Brasil. Na hora exata, todos entram em silêncio na sala, fazem uma reverência com as mãos em prece ao altar e escolhem um lugar para se sentar – normalmente nas almofadas, chamadas de zafu.

Pernas cruzadas, coluna ereta, queixo encaixado, o corpo não se inclina para nenhum dos lados, orelhas alinhadas com os ombros, o nariz, o umbigo. Esvaziam-se os pulmões, eliminando qualquer tensão, e apoiam-se as mãos quatro dedos abaixo do umbigo.

A mão direita fica embaixo, com a palma voltada para cima, enquanto as costas dos dedos da mão esquerda repousam sobre os dedos da mão direita, sem avançar sobre a palma, com os dois polegares levemente encostados. A ponta da língua se mantém atrás dos dentes superiores da frente e os olhos ficam entreabertos, num ângulo de 45 graus com o chão.

Como não estava acostumada com aquela posição, comecei a sentir uma forte dor nas pernas. Mais tarde, o monge Yuho, que orienta a meditação para iniciantes, me explicou: “A maior dificuldade de praticar o zazen é nossa própria mente, que, a cada perturbação com que se depara, quer desistir e abandonar tudo. Apenas permaneça firme e tranquila, sentada em zazen”. Foi exatamente o que eu fiz: me entreguei à dor.

Naquele momento, tive uma espécie de insight que dizia: sem julgamentos, a dor não é boa e nem ruim, é apenas dor. Inacreditavelmente, por mais que ela aumentasse, já não me causava qualquer sofrimento, era apenas uma informação no meu corpo.”

cropped-cropped-logo_enso_testeO Símbolo no logotipo da Enso Reiki apropriou-se de um símbolo muito forte do Zen Budismo, o ensö.

Segundo o minha pesquisa, simboliza o momento em que a mente e os pensamentos estão em estado de arte e você está livre para criar.

Conheça outros artigos do site aqui!

Matéria completa: http://casa.abril.com.br/bem-estar/testamos-10-tipos-de-meditacao/

Todos são reikianos?

Sim!

Sim, é uma afirmação correta.

Alguns tem maior consciência e sensibilidade, conseguem por vezes promover cura em si mesmo e nos outros de formas diversas. O toque humano é poderoso: transmite e recebe energia eletromagnética e sutil. Um abraço tem seu poder de cura intensificado após 20 segundos, é quando a energia passa a poder fluir livremente entre as duas pessoas abraçadas.

Os animais domésticos manifestam esta habilidade naturalmente. Por serem seres puros em essência a energia que eles trocam com o ambiente causa bem-estar. Tanto os gatos como cachorros tem muita sensibilidade, percebem tristeza e alegria e agem na cura necessária naturalmente. Eles são reikianos naturais.

A única diferença entre alguém que não foi iniciado no Reiki e um reikiano é que este passou por um processo de sintonização na qual aprende a reconhecer, fortalecer e irradiar uma energia que está presente em todo ser vivo e é abundante no universo.

O reikiano aprende como preencher seu corpo físico e corpos sutis com a energia Reiki e através de uma transbordamento, que acontece principalmente através das mãos, ele tem a capacidade de transferir esta energia para outros.

O Reiki a chama de energia vitual universal, mas ela é reconhecida por nomes diferentes em outras tradições: prana, johrei, passe, bênção. Nomes para o mesmo fenômeno que pode ser definido apenas e de forma abrangente como Amor Incondicional.

Para tornar-se reikiano e ter maior consciência desta energia é necessário fazer cursos que são curtos e dividem-se em 3 níveis: I, II, III (A e B), no qual o III-B é o mestrado e o capacita a sintonizar outros. É importante encontrar um mestre que detenha uma linhagem, que o conecta diretamente a Mikao Usui, monge tibetano que pesquisou e redescobriu a técnica no Japão há mais de um século.

Cada nível precisa de no mínimo de 21 dias para assentar esta nova energia, mas recomenda-se que isto não seja feito com pressa. O próximo nível deve recebê-lo familiarizado com as novas percepções sobre a vida que o Reiki irá trazer naturalmente.

Nem todo reikiano precisa necessariamente atender com terapia utilizando Reiki, nem sempre este é o chamado. Muitos realizam os cursos para ter contato e aprender sobre esta misteriosa energia e não tem a intenção de trabalhar com o reiki ajudando diretamente outras pessoas o que é completamente normal.

Particularmente acho impossível não perceber que este movimento de compaixão acontece diante dos seus olhos de forma natural e torna-se mais presente. Sem notar você estará ajudando, de várias formas.

Nellynton Borim
Terapeuta Reikiano III-A
fb.com/reiki.enso

10 frases budistas que podem mudar sua visão de vida

O Budismo é uma das religiões mais antigas ainda praticadas no mundo e uma das que tem mais seguidores, cerca de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo. Enquanto alguns preferem se referir ao Budismo mais como uma filosofia de vida do que uma religião.

De uma forma ou de outra, o que tem permitido esta filosofia/religião sobreviver ao longo do tempo e continuar ganhando popularidade são suas mensagens simples e cheias de sabedoria.

Essas mensagens podem realmente melhorar nossas vidas diárias, abrindo um canal de lucidez em nossa percepção da realidade última.

Na verdade, não é necessário abraçar o budismo para colher os benefícios que ele pode nos oferecer. Basta manter uma mente aberta e o coração disposto.

A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

Nós tendemos a pensar que reagimos aos eventos que trazem consigo a semente de tristeza ou da alegria, mas, na verdade, reagimos ao que os fatos significam para nós.

Nós só podemos sofrer por aquilo que damos importância.

Portanto, para evitar sofrimento desnecessário, por vezes, apenas um passo atrás, desanexar emocionalmente e ver as coisas de outra perspectiva.

É difícil, mas com a prática você aprende. Na verdade, uma outra frase budista nos mostra o caminho:

“Tudo o que somos é o resultado do que pensamos; É fundada em nossos pensamentos e é feito de nossos pensamentos.“

Alegrai-vos porque em toda parte é aqui e tudo é agora.

Muitas vezes perdemos a vida enquanto estamos amarrados ao passado ou preocupados com o futuro.

No entanto, o budismo nos ensina que temos apenas o aqui e agora.

Portanto, devemos aprender a estar totalmente presentes, para desfrutar de cada momento como se fosse o primeiro e o último.

Não mergulhar no passado ou sonhar com o futuro, se concentrar no momento presente, porque é onde você vai encontrar as chaves para a felicidade.

Tenha cuidado com o exterior, bem como seu interior, porque tudo é um.

Somos uma unidade física e espiritual, mas muitas vezes nos esquecemos.

Às vezes nos preocupamos muito sobre como cuidar do corpo e esquecemos a alma, enquanto em outras vezes nos preocupamos muito com  nosso equilíbrio psicológico e negligenciamos aspectos importantes, tais como dieta e exercícios.

No entanto, para encontrar um estado de bem-estar verdadeiro é imperativo que a mente, corpo e espírito estejam equilibrados.

Melhor usar pantufas do que tentar colocar tapete no mundo.

Às vezes, ou porque superestimamos nossas forças ou porque não estamos cientes da magnitude da situação, estabelecemos metas que vão além de nossas capacidades.

Em seguida, geramos um estresse desnecessário.

No entanto, para encontrar a paz interior, é importante estar ciente de nossas forças e nossa dose de recursos, e qualquer caminho tem que começar de nós mesmos, antes de mudarmos o que não gostamos no mundo, mudemos o que não gostamos em nós mesmos.

Não ferir os outros com o que causa dor a si mesmo.

Esta é uma das máximas do budismo que, se aplicada ao pé da letra, poderíamos praticamente eliminar todas as leis e preceitos morais do mundo.

No entanto, esta frase budista vai além do clássico “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem para você“, pois envolve, acima de tudo, uma profunda compreensão de nós mesmos e, uma grande empatia para outros.

Não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa menos.

Apesar de não estarmos conscientes disso, o nosso desejo de mais, seja no material ou emocional, é a principal fonte de nossas preocupações e desapontamentos.

Quando aprendemos a viver com pouco e aceitando tudo que a vida nos oferece no momento, podemos alcançar uma vida mais equilibrada e reduzir a tensão e stress.

Entender que já temos todo necessário para atingir a paz interna e felicidade é um ensinamento que traz tranquilidade na caminhada e evita a ansiedade e desgaste incessante de sempre achar que a felicidade está logo ali na frente, mas nunca aqui.

Para entender tudo, é preciso esquecer tudo.

Quando somos crianças, estamos abertos à aprendizagem, não temos idéias preconcebidas.

No entanto, à medida que crescemos nossa mente está cheia de condicionamentos sociais que nos diz como as coisas devem ser, como devemos nos comportar e até mesmo o que pensar.

Estamos tão imbuídos nesse contexto que não percebemos que nossa mente se tornou umacaixa muito estreita que nos aprisiona.

Afinal, se você quer mudar e ver as coisas de outra perspectiva, o primeiro passo é se separar das crenças e estereótipos que o mantém amarrado.

Neste sentido, uma outra frase budista nos ilumina:

“No céu, não há distinção entre o leste e o oeste, são as pessoas que criam essas distinções em sua mente e depois pensam que são verdadeiras“.

O ódio não diminui o ódio. O ódio diminui com o amor.

Gerar violência e raiva produz ressentimento.

É algo que quase nunca aplicamos quando nos envolvemos em discussões nas quais somos guiados por nossas emoções mais negativas, respondemos às críticas com outro comentário e um ataque ainda mais forte.

No entanto, o ódio só gera ódio, a única maneira de contrariar o seu efeito é o de proporcionar amor, respondendo com emoções positivas.

Não se apaga fogo com mais fogo.

Dê, mesmo se você tiver muito pouco para dar

Esta é uma das mais antigas frases budistas, e algumas pesquisas na área da psicologia positiva mostraram que a gratidão e a entrega é um dos caminhos que conduzem à felicidade.

Não é sobre dar com intuito de receber algo, mas dar motivado pelo prazer que sente ao ajudar alguém.

Se você pode apreciar o milagre que mantém uma única flor, toda sua vida vai mudar.

Nesta frase budista o segredo da mudança está fechado: aprender a valorizar cada coisa e cada pessoa por aquilo que ele é: um milagre único e irrepetível.

Quando aprendemos a não criticar, mas aceitar e se maravilhar com as menores coisas que nos rodeiam, nossa vida vai mudar porque estamos deixando aberta a gratidão, a curiosidade e a alegria.

Pelo contrário, se pensarmos não há nada de especial sobre as pequenas coisas e estamos no topo do mundo, não apenas estamos fechando a beleza, mas também ao aprendizado e crescimento.

Se você não pode apreciar o milagre que envolve uma flor, é que você está morrendo por dentro.

Fonte: yogui.co

GOKAI – Os 5 princípios do Reiki

Mikao Usui selecionou cinco princípios de algumas linhas de ensinamentos e as colocou na prática do Reiki. São eles:

今日丈けは:
Kyō dake wa:
Só por hoje:

怒るな,
Okoru na,
Não se zangue,

心配すな,
Shinpai su na,
Não se preocupe,

感謝して,
Kansha shite,
Seja grato,

業をはけめ,
Gyō wo hakeme,
Trabalhe com diligência,

人に親切に.
Hito ni shinsetsu ni.
Seja gentil com todos os seres.


A razão para os princípios é que Mikao Usui observou que algumas pessoas após sanarem suas doenças fisicas com tratamentos de Reiki, retornavam com outros problemas de saúde. Desta forma, percebeu que para que a cura física seja efetiva, a cura mental se faz necessária.

Os cinco princípios do Sistema Usui de Reiki (Usui Reiki Ryoho), não devem ser entendidos como um rígido mecanismo de regras. São um chamado a questionar de maneira profunda, nossa própria conduta e a abandonar nossos costumes antigos e carentes de sentido. Os cinco princípios provocam e deste modo estimulam a uma maior reflexão.

São como enigmas espirituais que desde séculos são utilizados por Mestres Zen para ajudar seus alunos a demarcar os limites da razão que sempre quer regular tudo com exatidão e que na realidade tem muito pouca idéia sobre a vida.

Veja aqui um texto com uma reflexão sobre os princípios do Reiki, trazendo estas atitudes simples para o agora.

Fonte: http://casadaenergia.com/

A Redescoberta do REIKI

O Reiki é um método de cura muito antigo, datando de cerca de 2500 anos atrás, e que foi redescoberto no século XIX por Mikao Usui nascido em 15 de Agosto de 1865, em Tanai, no Japão. Cresceu ouvindo histórias de Buda e quando jovem frequentou uma escola de budismo Tendai, perto do Monte Kurama, uma montanha sagrada ao norte de Quioto.

Dr. Usui tinha um interesse especial nas histórias de Buda e na sua capacidade de ajudar aos outros, feitos atingidos após alcançar a iluminação. Dr. Usui também observou como as histórias de cura e dos milagres de Jesus relatados utilizavam a simples imposição das mãos: “Sanem os que estiverem doentes” – dizia Jesus aos apóstolos.

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Mikao Usui e seus primeiros alunos.

Determinado a encontrar respostas e conhecimentos, Mikao Usui viajou pelo Japão visitando os templos budistas e formulando perguntas. Conseguiu autorização para ver antigas escrituras e documentos e para ler os livros sagrados aprendeu chinês e sânscrito. Seu objetivo era encontrar uma forma de curar fisicamente, além de espiritualmente, ou seja, uma forma de reproduzir os feitos relatados ao longo da história por pessoas iluminadas, como Buda.

Os documentos encontrados no entanto retratavam muitas formas de encontrar a iluminação espiritual, porém a cura física não constava mais nos registros, tendo sido perdida com o passar do tempo.

Continuando sua busca o Dr. Usui encontrou um caminho ao deparar com os Sutras Indianos, escritos há mais de 2500 anos, documentos em sânscritos e que foram encontrados em um antigo manuscrito de um discípulo anônimo de Buda. No entanto, os Sutras apenas indicavam a fórmula para entrar em contato com esta força maior.

Determinado, Mikao Usui retirou-se para o Monte Kurama, onde passou por um período de 21 dias em que jejuou e meditou, como os antigos mestres faziam. Levou com ele 21 pedras que serviram de calendário: a cada dia novo uma pedra era retirada. Meditando, orando e entonando cânticos, Mikao pediu ao Criador o conhecimento.

Na madrugada do 21º dia, Dr. Usui viu um intenso ponto de luz que vinha em sua direção. Neste momento houve uma escolha: a luz trazia o conhecimento mas também poderia ser intensa demais para ser suportada. Mikao Usui escolheu o conhecimento, mesmo com os risco. Ao ser atingido pela luz, Usui teve acesso imediato a um incrível despertar espiritual. Ele saiu do seu corpo físico e viu bolhas coloridas contendo cada um dos símbolos sagrados do Reiki.

Neste despertar lhe foram revelados, além dos símbolos, os seus usos, com as instruções e o conhecimento específico de cada um. Também neste momento Mikao Usui foi iniciado, dando início à Linhagem Reiki.

Fonte: Terapia Reiki