In Lak’ech Ala K’in: O Código Vivo do Coração

Sabedoria Maia: Eu sou o outro você!

Na tradição dos Maias, há uma saudação muito conhecida. É a lei In Lak’ech Ala K’in, que significa “eu sou outro você” (uma interpretação moderna). Também significa eu sou você, e você é eu (uma interpretação tradicional Maia). Esta saudação Maia é uma honra para o outro. É uma afirmação de união e de unidade. In Lak’ech Ala K’in espelha o mesmo sedimento de outras lindas saudações como Namastê para a Índia Oriental, Wiracocha para os Incas e Mitakuye Oyasin para os Lakota. Não importa de que cultura vem, quando uma destas saudações sagradas é dada, há sempre um movimento de colocar as mãos sobre o coração.

Quanto mais vamos em direção ao caminho dos Maias, mais compreendemos a profundidade que In Lak’ech Ala K’in ensina. A saudação tornou-se mais do que um simples, honorável cumprimento. Evoluiu para um código moral, e para uma forma de criar uma realidade positiva para toda a vida.

In Lak’ech Ala K’in
Símbolo do In Lak’ech Ala K’in sobre o calendário Maia.

É do conhecimento comum de hoje em dia que cada ação que tomamos nas nossas vidas afeta todas as coisas vivas. Quando vivemos no código Maia do In Lak’eck Aka K’in, sabemos que cada ação que empreendemos é por respeito para com toda a vida.

Podemos dar os nossos corações de uma maneira positiva todos os dias dizendo In Lak’ech Ala K’in uns aos outros, às árvores, ao céu, aos pássaros e às estrelas. Não estamos oferecendo nossa energia para algo separado de nós. Estamos oferecendo a outra parte de nós mesmos.

Quando somos energizados pela nossa dádiva, estamos oferecendo código do In Lak’ech Ala K’in. Se nos sentimos esgotados ou exaustos, é possível que tenhamos oferecido medo, falta, obrigação, ego ou uma necessidade de ser aceito.

Quanto mais se pratica o In Lak’ech Ala K’in, mais claras se tornam as nossas motivações em relação às nossas ações, e mais vamos receber. O que vai vem exatamente do mesmo modo que foi enviado. Quando começamos a praticar o In Lak’ech Ala K’in, antigos modos não servirão mais. Por exemplo: não podemos mais agir como vítimas e não podemos viver com medo também.

Quando vivemos o In Lak’ech Ala K’in, colocamos em prática a nossa capacidade natural de criar a nossa realidade. Afetamos a consciência coletiva da humanidade de uma maneira positiva. Os Maias Cósmicos, também conhecidos como as “Estrelas Anciãs” ou “Conselho Invisível”, compreenderam este poder natural para criar a sua realidade. Seus calendários sagrados mapearam as leis naturais do Universo. Agora, é a nossa vez de chegar a este entendimento. Chegou a hora de nós mudarmos o mundo.

Quanto mais a humanidade começar a viver no In Lak’ech Ala K’in, menos vamos pensar em termos da nossa separação. Não pode haver competição, ciúmes ou inveja entre nós, porque somos “pedaços” uns dos outros.

Podemos ajudar-nos uns aos outros com estas conexões, ideias e recursos sem medo que não haja o suficiente, pois o Universo trabalha somente na abundância. Quando vivemos na realidade da unidade, abundância e inteireza, haverá unidade, abundância e inteireza!

Quanto mais de nós participarmos na criação de um mundo melhor, mais rapidamente ele florescerá. Teremos paz, amor, harmonia e unidade e teremos, finalmente, chegado em casa.

O ensinamento direto de Nisargadatta Maharaj

As atividades da maioria das pessoas é sem valor, senão destrutiva. Dominado pelo desejo e medo, eles não podem fazer qualquer coisa de bom.

Os ensinamentos do sábio indiano Sri Nisargadatta Maharaj (1897-1981) são discursos potentes sobre a Verdade mas também podem soar  enigmáticos a quem entra em contato pela primeira, apesar da clareza e de serem notavelmente diretos, como no trecho abaixo, parte do seu mais famoso livro, “Eu Sou Aquilo” (I Am That, 1973).

Um dos maiores gurus de Advaita Vedanta do Século XX, advaita significando do sânscrito “não-dois“, ou Não-Dualismo, uma filosofia que afirma que tudo é um único Grande Ser (“Brahman”) e que nossa verdadeira identidade (“Atman”) está neste Grande Ser, Sri Nisargadatta foi um sábio simples que ensinava acima de tudo a percepção pura de si mesmo, fazendo com que essa auto-realização dissolva o principal problema da existência humana: a ignorância.

A ignorância de nossa verdadeira identidade, Brahman,  que é trocada equivocadamente por nossa identidade com o corpo e as coisas impermanentes, gerando ações equivocadas em vida e o sofrimento em suas mais variadas formas.

Em “O caminho da realização: Parte um“, capítulo do livro “Eu Sou Aquilo” (“I Am That”), Sri Nisargadatta faz exatamente isso, frisando esse mesmo ponto de diversas maneiras diferentes. Há frases fortes a que o Ocidente não está muito acostumado a ouvir, como “nada que você faça mudará a si mesmo“, ou então “pare a mente e simplesmente seja“, mas durante todo o livro elas são permeadas com ricos esclarecimentos, como o que também está nesse trecho e fala sobre o trabalho na natureza, ou outro em que fale sobre  o estado de testemunha.

Ainda assim, sem experiência e sem descanso na mente, é muito difícil compreender frases como “somente quando a própria idéia de mudança é vista como falsa e abandonada, o imutável pode surgir“, ou o próprio título do livro, “eu sou Aquilo“.

É um trecho para se ler e reler várias vezes, se aprofundar, buscar compreender e viver.

A tradução é de  Swami Sunder Svarupo.

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EU SOU AQUILO” [TRECHO]
por Sri Nisargadatta Maharaj

Onde está a necessidade de mudar o que quer que seja? A mente está mudando de alguma forma todo o tempo. Olhe para sua mente desapaixonadamente; isso é o suficiente para acalmá-la. Quando ela estiver quieta, você pode ir além dela. Não a mantenha ocupada todo o tempo. Pare-a, e simplesmente seja. Se você der descanso à mente, ela se centrará e recobrará sua pureza e força. O pensar constante a faz decair.

Nada que você faça mudará a si mesmo, pois você não precisa de nenhuma mudança. Você pode mudar sua mente ou seu corpo, mas isso é sempre algo externo a você que foi mudado, não você mesmo. Por que se importar com toda essa história de mudança? Realize de uma vez por todas que nem seu corpo, nem sua mente e nem mesmo sua consciência é você e mantenha-se de pé sozinho em sua verdadeira natureza além da consciência e inconsciência. Nenhum esforço pode levá-lo lá, somente a clareza do entendimento. Não tente reformar a si mesmo, simplesmente veja a futilidade de toda mudança. O mutável mantem-se em mutação enquanto o imutável espera. Não espere que o mutável o leve ao imutável – isso jamais acontecerá. Somente quando a própria idéia de mudança é vista como falsa e abandonada, o imutável pode surgir.

As atividades da maioria das pessoas é sem valor, senão destrutiva. Dominado pelo desejo e medo, eles não podem fazer qualquer coisa de bom.

Os gurus estilizados falam de madurez e esforço, de mérito e aquisições, de destino e graça; tudo isso é mera formação mental, projeções de uma mente viciada. Ao invés de ajudar, eles obstruem. Não corra para a atividade. Nem aprendizagem nem ação podem realmente ajudar.

Não é o que você faz, mas o que você para de fazer que importa.

A atividade não é ação. Ação é oculta, desconhecida, incognoscível. Você pode somente conhecer o fruto. Ação não leva à perfeição; perfeição é expressa na ação. Há uma diferença entre trabalho e mera atividade. Toda a natureza trabalha. Trabalho é natureza. Natureza é trabalho. Por outro lado, a atividade é baseada no desejo e no medo, no desejo de possuir e desfrutar e no medo da dor e aniquilação. Trabalho é pelo todo para o todo, atividade é para si mesmo e por si mesmo.

Sua mente está estagnada nos hábitos de avaliação e aquisição, e não admitirá que o incomparável e o inobtível estão esperando eternamente dentro de seu próprio coração por reconhecimento. Tudo que você tem a fazer é abandonar todas as memórias e expectativas. Apenas mantenha-se pronto em total nudez e vazio.  Não faça nada, apenas seja. Apenas sendo tudo acontece naturalmente. Seja nada, saiba nada, tenha nada. Esta é a única vida que vale a pena ser vivida, a única felicidade que vale a pena ter.

Você não pode fazer nada. O que o tempo traz, o tempo levará embora. Este é o fim da Yoga, realizar independência. Tudo o que acontece, acontece na e para a mente, não para a fonte do “Eu sou”. Uma vez que você realize que tudo acontece por si mesmo (chame a isso destino ou vontade de Deus, ou mero acidente), você permanece como testemunha somente, compreendendo e apreciando, mas nunca perturbado. Você é responsável somente pelo que você pode mudar. Tudo que você pode mudar é sua atitude.

Aí mora a sua responsabilidade.

Fonte: Dharmalog

A Redescoberta do REIKI

O Reiki é um método de cura muito antigo, datando de cerca de 2500 anos atrás, e que foi redescoberto no século XIX por Mikao Usui nascido em 15 de Agosto de 1865, em Tanai, no Japão. Cresceu ouvindo histórias de Buda e quando jovem frequentou uma escola de budismo Tendai, perto do Monte Kurama, uma montanha sagrada ao norte de Quioto.

Dr. Usui tinha um interesse especial nas histórias de Buda e na sua capacidade de ajudar aos outros, feitos atingidos após alcançar a iluminação. Dr. Usui também observou como as histórias de cura e dos milagres de Jesus relatados utilizavam a simples imposição das mãos: “Sanem os que estiverem doentes” – dizia Jesus aos apóstolos.

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Mikao Usui e seus primeiros alunos.

Determinado a encontrar respostas e conhecimentos, Mikao Usui viajou pelo Japão visitando os templos budistas e formulando perguntas. Conseguiu autorização para ver antigas escrituras e documentos e para ler os livros sagrados aprendeu chinês e sânscrito. Seu objetivo era encontrar uma forma de curar fisicamente, além de espiritualmente, ou seja, uma forma de reproduzir os feitos relatados ao longo da história por pessoas iluminadas, como Buda.

Os documentos encontrados no entanto retratavam muitas formas de encontrar a iluminação espiritual, porém a cura física não constava mais nos registros, tendo sido perdida com o passar do tempo.

Continuando sua busca o Dr. Usui encontrou um caminho ao deparar com os Sutras Indianos, escritos há mais de 2500 anos, documentos em sânscritos e que foram encontrados em um antigo manuscrito de um discípulo anônimo de Buda. No entanto, os Sutras apenas indicavam a fórmula para entrar em contato com esta força maior.

Determinado, Mikao Usui retirou-se para o Monte Kurama, onde passou por um período de 21 dias em que jejuou e meditou, como os antigos mestres faziam. Levou com ele 21 pedras que serviram de calendário: a cada dia novo uma pedra era retirada. Meditando, orando e entonando cânticos, Mikao pediu ao Criador o conhecimento.

Na madrugada do 21º dia, Dr. Usui viu um intenso ponto de luz que vinha em sua direção. Neste momento houve uma escolha: a luz trazia o conhecimento mas também poderia ser intensa demais para ser suportada. Mikao Usui escolheu o conhecimento, mesmo com os risco. Ao ser atingido pela luz, Usui teve acesso imediato a um incrível despertar espiritual. Ele saiu do seu corpo físico e viu bolhas coloridas contendo cada um dos símbolos sagrados do Reiki.

Neste despertar lhe foram revelados, além dos símbolos, os seus usos, com as instruções e o conhecimento específico de cada um. Também neste momento Mikao Usui foi iniciado, dando início à Linhagem Reiki.

Fonte: Terapia Reiki