Alguns Sintomas Difíceis do Despertar Espiritual

Na busca por sua verdadeira natureza, podem aparecer obstáculos, conheça alguns deles e fique mais tranquilo.

“Chegará um momento em que você acreditará que tudo está terminado… este será apenas o começo.”  (Louis L’amour)

Quem está profundamente envolvido no processo de despertar e ascensão, sabe que isto não é, de longe, algo fácil. Talvez não haja nada mais aterrorizante e doloroso para o ser humano do que ser confrontado, física e energeticamente, com os próprios julgamentos e medos, quase sempre evitados por anos.

Para que a integração do ego aconteça, é preciso encarar os sistemas de crenças que temos sobre nós mesmos e em relação a vida. Os condicionamentos que dificultam a descoberta de nossa verdadeira natureza.

No nível físico, essa integração pode se manifestar em circunstâncias prejudiciais incitando as emoções internas que ainda precisam ser curadas. No nível energético pode manifestar-se como aperto no peito, a incapacidade de respirar adequadamente ou apenas uma sensação de formigamento em diferentes partes do corpo.

Aqueles que estão experimentando a mudança de consciência, não estão aqui apenas curando suas próprias feridas emocionais, mas também estão curando as perturbações emocionais de todo o planeta. Um “trabalhador da luz” é aquele que está filtrando as energias para o coletivo humano, usando a luz adquirida para curar energias vibracionais inferiores no inconsciente coletivo.

Embora quem passa pelo processo de despertar possa experimentar sintomas semelhantes, cada um experimentará cada sintoma de maneira muito pessoal, e na intensidade que for relevante para seu processo individual.

No entanto, existem alguns sintomas que você pode estar vivenciando sem saber da conexão com a sua jornada de despertar. São eles:

Depressão e Tristeza

“Muitas pessoas que estão passando pelos estágios iniciais do processo de despertar não têm mais certeza de qual é seu propósito no mundo. O que impulsiona o mundo não os impulsiona mais. Vendo a loucura de nossa civilização tão claramente, eles se sentem um pouco alienados da cultura ao seu redor. Alguns sentem que habitam uma terra de ninguém entre dois mundos. Eles não são mais dirigidos pelo ego, mas a consciência que surge ainda não se tornou completamente integrada em suas vidas. O propósito interno e externo ainda não se fundiram.” (Eckhart Tolle)

À medida que os apegos caem no esquecimento para serem substituídos apenas por vazio, a reação inicial de nossa mente pode ser julgar isso com tristeza ou depressão profundos.

À medida que nossa tagarelice interior começa a se acalmar e temos longos períodos de silêncio, isto pode começar a parecer estranho e até entediante se comparado à incessante tagarelice que um dia já foi. Estamos abrindo caminho para uma nova realidade e sentido existencial emergirem, mas para que isso aconteça, é preciso  abandonar o que pensávamos ser.

Este período de transição do ego sendo integrado à luz do nosso Ser pode, às vezes,  parecer profundamente deprimente, mas tenha certeza de que tudo está bem e isso é um sintoma completamente normal. Em breve, a quietude torna-se uma sensação de paz tranquila que carregamos interiormente em todos os momentos.

Doenças

Muitas vezes, não ouvimos os avisos do corpo para desacelerar, dar um tempo e descansar. Uma vez que estamos mudando energeticamente de maneira muito rápida, o corpo precisa de tempo ocioso para tais mudanças. Comumente somos a última pessoa a nos dar o carinho que o corpo necessita, o universo nos coloca em uma situação na qual somos forçados a fazer uma pausa, e isso muitas vezes pode exteriorizar-se como doença ou enfermidade.

Estar doente nunca é divertido, mas nunca somos colocamos em circunstâncias que, em última análise, não possam nos tornar melhores. Mesmo que a doença transforme-se no período de transição do final desta vida, é importante lembrar que nada é “errado”. Tudo está acontecendo exatamente como deveria e nunca devemos nos culpar por “manifestar” períodos como este.

Confusão

“No processo de abandonar as confusões, descobrimos a iluminação. Se o processo fosse diferente, o estado de espírito desperto seria um produto dependente de causa e efeito e, portanto, passível de dissolução. Tudo o que é criado deve, mais cedo ou mais tarde, morrer. Se a iluminação fosse criada de tal maneira, sempre haveria a possibilidade de o ego se reafirmar, retornando ao estado de confusão. A iluminação é permanente porque não a produzimos; nós apenas a descobrimos.” (Chogyam Trungpa)

Outro sintoma que pode se tornar realmente assustador às vezes é a confusão. O ego que estamos integrando é baseado em idéias e crenças. A medida que o desemaranhamos, pode-se ficar bastante desorientado ao não mais ter qualquer ideia de quem “nós somos” e o que estamos fazendo aqui ou com a nossa vida em geral.

Como a nossa mente consciente tenta desesperadamente agarrar-se aos conceitos e ideias que uma vez preencheram nosso antigo Ser, isto pode se comparar a tentar segurar água com as mãos. No minuto em que procuramos por essas ideias, elas escapam completamente e ficamos em um estado mental confuso no qual, literalmente, não tem ideia do que fazer ou no que “acreditar”.

Novamente, este é outro estágio que melhora com o tempo e que nos leva a estar completamente em paz com a incerteza.

Apatia

Outro estágio que acontece quando estamos nos fundindo à nossa verdadeira natureza é a apatia.

Podemos ter nos sentido completamente ambiciosos, motivados e empolgados com o nosso processo de despertar, quando começamos e só mais tarde começar a nos sentir completamente desinteressados ​​à medida que nos aprofundamos nele. Isso tudo é perfeitamente normal.

Estamos entrando em alinhamento não apenas com a nossa verdadeira natureza, mas também com nosso verdadeiro propósito na vida, e os objetivos e sonhos que uma vez tivemos para nós mesmos podem estar completamente fora de sintonia com o que estamos aqui para fazer realmente.

O período de transição entre o que uma vez pensamos que seria a nossa vida e se tornar a pessoa que estamos destinados a ser, pode nos deixar sentindo um pouco fora de ordem e até mesmo desanimados com a vida. À medida que nos tornamos a nossa consciência ao longo do tempo, começamos a mudar com as marés do nosso destino em perfeito relaxamento, sabendo que tudo está bem.

A vida parece ter desacelerado

À medida que a quietude interior do nosso ser começa a se tornar o estado natural, pode parecer que alguém colocou a vida em câmera lenta.

Estamos começando a ressoar com a simplicidade suave da realidade e, com isso, podemos também começar a reconhecer pequenos “presentes” do universo que talvez não tenhamos percebido antes.

Pode ser ver uma bela borboleta dançando ao vento ou sentindo-se completamente em paz e calma observando pessoas em um aeroporto movimentado, mas mesmo assim a realidade apressada que uma vez foi a nossa vida é substituída por uma quietude subjacente, começamos a ver a vida de uma perspectiva inteiramente nova.

Fonte: http://fractalenlightenment.com/37691/spirituality/5-unusual-symptoms-of-spiritual-awakening