Meditação Zazen

Prática faz parte da filosofia e escola Zen Budista e nos traz ensinamentos valiosos.

Existem muitos tipos de meditação de escolas antigas e também acredito que novas opções e métodos estão sendo criadas diariamente. Não existe melhor ou pior e sim o método que o deixa mais a vontade, faça com que você sinta-se bem e encontre um estado de paz e tranquilidade que sempre esteve em você.

Meditar é colocar o mundo em stand-by por vontade própria e olhar para dentro. Permitir que a mente processe toda a carga de pensamentos livremente, sem seu julgamento ou envolvimento, sem apego ou repulsa. A mente continua funcionando normalmente, mas no seu filtro, todo pensamento que apresenta-se é deixado livre e ir embora, sem qualquer barreira.

O tipo de meditação que mais gosto é a Meditação Zazen, mas como não sigo nenhuma religião ou filosofia em específico, recortei os ensinamentos que achei interessantes e simplesmente utilizo em minhas práticas.

Encontrei este relato de a repórter Thays Prado e achei um bom exemplo do tipo de insight que uma sessão de meditação de apenas 20 minutos pode trazer:

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“Não há convite maior para a meditação do que a serenidade do centro Zendo Brasil. Na hora exata, todos entram em silêncio na sala, fazem uma reverência com as mãos em prece ao altar e escolhem um lugar para se sentar – normalmente nas almofadas, chamadas de zafu.

Pernas cruzadas, coluna ereta, queixo encaixado, o corpo não se inclina para nenhum dos lados, orelhas alinhadas com os ombros, o nariz, o umbigo. Esvaziam-se os pulmões, eliminando qualquer tensão, e apoiam-se as mãos quatro dedos abaixo do umbigo.

A mão direita fica embaixo, com a palma voltada para cima, enquanto as costas dos dedos da mão esquerda repousam sobre os dedos da mão direita, sem avançar sobre a palma, com os dois polegares levemente encostados. A ponta da língua se mantém atrás dos dentes superiores da frente e os olhos ficam entreabertos, num ângulo de 45 graus com o chão.

Como não estava acostumada com aquela posição, comecei a sentir uma forte dor nas pernas. Mais tarde, o monge Yuho, que orienta a meditação para iniciantes, me explicou: “A maior dificuldade de praticar o zazen é nossa própria mente, que, a cada perturbação com que se depara, quer desistir e abandonar tudo. Apenas permaneça firme e tranquila, sentada em zazen”. Foi exatamente o que eu fiz: me entreguei à dor.

Naquele momento, tive uma espécie de insight que dizia: sem julgamentos, a dor não é boa e nem ruim, é apenas dor. Inacreditavelmente, por mais que ela aumentasse, já não me causava qualquer sofrimento, era apenas uma informação no meu corpo.”

cropped-cropped-logo_enso_testeO Símbolo no logotipo da Enso Reiki apropriou-se de um símbolo muito forte do Zen Budismo, o ensö.

Segundo o minha pesquisa, simboliza o momento em que a mente e os pensamentos estão em estado de arte e você está livre para criar.

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Matéria completa: http://casa.abril.com.br/bem-estar/testamos-10-tipos-de-meditacao/

Desmistificando a Meditação

Meditar é algo absolutamente simples e os benefícios de qualquer prática, regular ou não, são visíveis instantaneamente. Em minhas práticas cheguei a um método que considero muito fácil e resolvi mostrar a quem possa interessar, falando também de alguns mitos que impedem você de experimentar uma auto-iniciação.

Antes do método, alguns mitos comuns:

1. Eu não consigo parar de pensar.

Meditar não é parar de pensar… isto é impossível! A mente é uma máquina de pensar e este é seu propósito, você não tem qualquer controle sobre este processo e jamais terá. Meditar muito pouco (ou nada) tem haver com a mente e pensamentos.

2. Não sei fazer as posições e não tenho tempo ou um lugar adequado, nem os materiais.

Você pode meditar em qualquer lugar e em qualquer situação durante qualquer tempo. Você pode estar inclusive meditando agora mesmo sem dar-se conta disto! Não há necessidade de utilizar o estereótipo do meditador: posição de lótus, mãos em mudras, incensos. Meditar não é um ritual… é uma simples atitude.

A não ser que você queria ficar que nem o Patrick 🙂

3. Meditar é para monges e pessoas evoluídas.

Bobagem! Você meditou, em média, dos zero aos 5 anos e meio de idade. Um bebê está em um estado meditativo profundo no qual só existe o momento presente que pode ser: dormir, ter fome, chorar, brincar. Tudo isto acontecendo no presente. Um bebê não está preocupado nem ao menos com quem ele é, o que aconteceu ou o que vai acontecer a seguir. Você nasceu como um meditador nato, mas esqueceu disto com o tempo.

Vamos ao método!

  1. Esteja onde estiver e como estiver, apenas assuma uma posição em que sinta-se um pouco mais confortável, pode ser sentado, deitado, em pé, como for. Evite o pensamento: “Agora eu vou meditar”, apenas deixe fluir o passo 3.

  2. Feche os olhos e respire fundo algumas vezes de forma consciente. Isto vai ajudar a acalmar o barulho interno, mas depois de certa prática, você verá que nem isto será necessário. Uma dica válida é inspirar profundamente e tentar soltar o ar o mais lentamente possível.

  3. De olhos fechados para fora e “abertos para dentro”, basta permanecer relaxado e atento, em uma atenção relaxada. Aguarde… em algum momento sua mente vai manifestar-se e oferecer um pensamento qualquer. Sua atitude será… nenhuma! Não alimente, nem resista a qualquer pensamento ou movimento mental, simplesmente deixe-o passar.

Em pouco tempo sua mente vai acalmar-se e diminuir as propostas. Se acontecer de novo (e fatalmente vai), basta continuar o processo: deixe passar! Podem aparecer luzes, cores e formas na tela mental… não dê atenção a elas e continue atento e relaxado! Faça isto pelo tempo que sentir-se a vontade, mas busque sempre um pouco mais, se possível.

Pronto! Você deu seu primeiro passo na meditação: Conseguiu ficar segundos, minutos ou o tempo que for, sem apegar-se ou resistir a qualquer pensamento. Aqui não importa o tempo, importa a atitude de não responder automaticamente ao que sua mente está propondo. Se não conseguir ou tiver dificuldade, sem problemas, tente de novo, afinal é uma prática. Permita que os pensamentos simplesmente passem, como as nuvens no céu.

Este espaço interno renasce como um pontinho pequeno e vazio, e vai alargando-se conforme você consegue permanecer distante do tumulto mental, apenas observando-o, sem julgar. Depois de certo tempo praticando, nenhum ritual é necessário e você consegue acessar este espaço instantaneamente, até mesmo conseguindo ficar parcialmente nele durante o estado comum de vigília: caminhando, trabalhando, esperando algo… em qualquer situação.

Há uma tendência a desistir na primeira dificuldade. Tenha paciência e se a coisa não rolar, tente de novo em outra ocasião, mas por favor, tente! Evite o pensamento: eu não estou fazendo nada, não estou sentindo nada, nada está acontecendo. Meditar não vai lhe trazer nada, não há fogos de artifício aqui.

Evite seguir o padrão de expectativas habitual da mente. A meditação vai apenas mostrar que há outra forma de estar presente, mais real, sem interferências, sem sugestões do que fazer a cada instante.

Logo após a prática, você terá a sensação de estar vendo o mundo de forma diferente. Esta sensação vai aumentando e mudando conforme você pratica. Você torna-se mais consciente e presente… e isto traz muita paz, auto-confiança e alegria!

Ah, isso aqui é bem legal: Uma vez atingido o estado meditativo, ele mesmo o ensinará como evoluir na prática! A própria meditação ensina-o a meditar e ir mais fundo, tendo os aprendizados que você permitir-se ter.

Nellynton Borim
Terapeuta holístico com foco em Reiki, meditação e autoconhecimento